Entre os dias 4 e 6 de novembro, a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, por meio do Departamento do Patrimônio Histórico, realiza o 1º Seminário do Pavilhão das Culturas Brasileiras. O novo espaço que ocupa o antigo Pavilhão Engenheiro Armando de Arruda Pereira no Parque Ibirapuera, pretende legitimar, fortalecer e dar a conhecer as culturas do povo brasileiro e também dar visibilidade para coleções pertencentes à Prefeitura de São Paulo, como a resultante da Missão de Pesquisas Folclóricas empreendida em 1938 – idealizada pelo então secretário de Cultura Mário de Andrade – e a reunida por Rossini Tavares de Lima na constituição do Museu do Folclore.
A concepção da nova instituição é apresentada com a exposição de lançamento Puras Misturas, aberta em 11 de abril de 2010. Sob a curadoria geral de Adélia Borges, também responsável pela coordenação da elaboração da proposta conceitual do Pavilhão, a mostra tem como intenção celebrar a diversidade e riqueza da cultura brasileira, além dos diálogos existentes e possíveis entre as culturas consideradas populares ou tradicionais e as chamadas culturas eruditas.
A temática do Seminário está centrada em pontos que também permearam o trabalho de Lélia Coelho Frota, ou seja, pensar o artista popular como sujeito de sua arte; refletir sobre preservação; diálogos entre tradicional e contemporâneo; fronteiras entre popular e erudito; o mercado e patrimônio; formas de convívio entre diferentes culturas.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
Quinta-feira, 4 de novembro
18h - Mesa de abertura e homenagem à antropóloga e curadora de arte Lélia Coelho Frota, falecida em maio deste ano. Composição: Carlos Augusto Calil, secretário municipal de Cultura; Adélia Borges, responsável pela elaboração do projeto do Pavilhão das Culturas Brasileiras; Rafael Cardoso, historiador da Pontifícia Universidade Católica-Rio e Marina de Mello e Souza, professora do Departamento de História da Universidade de São Paulo e especialista em Cultura Popular; Alberto Vasconcelos da Costa e Silva, diplomata, poeta, ensaísta, memorialista, historiador, africanólogo e membro da Academia Brasileira de Letras; e João Emanuel Carneiro, dramaturgo e roteirista de cinema e televisão.
Outros convidados para depoimentos sobre o trabalho da homenageada: Ricardo Gomes Lima, pesquisador do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular e diretor do Departamento Cultural da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, José Alberto Nemer, artista plástico e curador, e Vilma Eid, presidente do Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro.
19h30 às 21h30
Lançamento do livro “Pavilhão das Culturas Brasileiras – Puras Misturas”- Organização Adélia Borges e Cristiana Barreto – Editora Terceiro Nome.
Seção de autógrafos com coquetel e apresentação musical.
Sexta-feira, 5 de novembro
17h -Visita à exposição Puras Misturas com acompanhamento dos curadores.
18h às 19h45 - apresentação da proposta para o Pavilhão das Culturas Brasileiras.
Com Walter Pires, diretor do Departamento do Patrimônio Histórico; Adélia Borges, curadora da exposição Puras Misturas e do projeto do Pavilhão; Cristiana Barreto, curadora-adjunta da exposição Puras Misturas; Marcelo Manzatti, antropólogo, atua na rede de cultura popular.
20h às 22h - discussão pública do Projeto do Pavilhão das Culturas Brasileiras.
Com Aracy Amaral, curadora e crítica de arte; Américo Córdula, secretário da Identidade e da Diversidade Cultural/MinC; Eleilson Leite coordenador do Programa de Cultura da Ong Ação Educativa; Maureen Bisilliat, fotógrafa e diretora do Pavilhão da Criatividade do Memorial da América Latina; e Ricardo Gomes Lima, pesquisador do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular e diretor do Departamento Cultural da Universidade do Estado do Rio de Janeiro; entre outros a confirmar.
A discussão é aberta a todos os interessados.
Sábado, 6 de novembro
Mesa 1 – 09h às 11h10 – Tema: Cultura Popular Hoje - O reconhecimento das inúmeras culturas coexistindo no Brasil e em quase todas as nações do mundo suscita não apenas a celebração da diversidade, mas a reflexão sobre as novas configurações da chamada Cultura Popular.
Com Eduardo Subirats, professor da New York University. Investiga sobre modernidade, estética de vanguardas, crise da filosofia contemporânea e colonização da América; Héctor Ariel Olmos, professor de Letras pela Universidade de Buenos Aires. Trabalhou como subsecretário de Cultura da cidade de Buenos Aires. É encarregado do módulo de Elementos de Gestão e Política Cultural no Programa de Capacitação da Secretaria de Cultura da Nação e na Fundação Ortega y Gasset da Argentina, da cátedra virtual As identidades nacionais e a cidadania cultural na Universidade Tres de Febrero e Legislação e Comercialização do Patrimônio Cultural no Instituto Universitário Nacional de Arte, onde é também Secretário Acadêmico da Área Transdepartamental de Folclore; Alberto Ikeda, professor da UNESP, etnomusicólogo. Pesquisa sobre Cultura Popular.; Maria Celeste Mira, antropóloga e professora da PUC-SP. Realizou um mapeamento sobre as práticas contemporâneas na cidade de São Paulo a partir de manifestações culturais tradicionais. Pesquisa atual: “A cultura popular tradicional em São Paulo na era do entretenimento”.
Abertura para perguntas do público
Mesa 2 - 11h30 às 13h30 – Tema: As Culturas do Povo nos museus e exposições.
No contexto do reconhecimento da diversidade cultural como passo para a ocupação igualitária das artes produzidas por todos os representantes dos diferentes povos integrantes de países como o Brasil, as instituições responsáveis pela guarda de acervos da cultura popular também passam por um período de reflexão e talvez de redefinição de suas estratégias de salvaguarda. As apresentações pretendem contribuir para essa reflexão na adoção de novas práticas e linhas de pesquisa.
Com Luíz Fernando de Almeida presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN; Claudia Márcia Ferreira, diretora do Centro Nacional do Folclore e Cultura Popular – Sala do Artísta Popular – RJ; Lux Vidal, professora emérita da Universidade de São Paulo, integra o conselho Diretor do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena – IEPÉ e curadora do Museu Kuahi; Dodôra Guimarães – Fortaleza, Ceará – Pesquisadora e curadora.
13h30 às 15h
Encerramento e lançamento dos livros:
- Nem é erudito Nem é popular – Bené Fonteles;
- Objetos: Percursos e Escritas Culturais - Ricardo Gomes Lima
sábado, 23 de outubro de 2010
Lançamento da coleção "Palavra Rimada com Imagem"

A Escritora e ilustradora Rosinha Queiroz lança coleção inspirada na literatura de cordel.
Depois de muitos anos trabalhando como ilustradora e escritora, Rosinha Queiroz passou a observar o uso de figuras de cordel nas ilustrações de livros infantis. A escritora passou a ter um olhar crítico sobre essas imagens: "Quando ia ver, as histórias não tinham nada a ver com o cordel. Comecei a achar que o cordel originial devia chegar às crianças", recorda Rosinha.
Passados dez anos, Rosinha Queiroz iniciou o projeto Palavra Rimada com Imagem, com o lançamento dos títulos A história da garça encantada, A história da princesa do Reino da Pedra Fina e A história de Juvenal e o Dragão, todos baseados em folhetos do cordelista Leandro Gomes de Barros.
"Leandro criava suas histórias com a estrutura de contos de fada e foi essa literatura que eu quis levar para as crianças", conta a ilustradora. Para alcançar público infantil, Rosinha recontou as histórias através de frases pequenas e diretas para compor o enredo em cerca de 12 cenas. "Foi dificílimo, porque os cordéis de Leandro são longos e eu tinha a preocupação de não perder o fio narrativo dele", explica.
Cada edição vem acompanhada dos respectivos folhetos originais do poeta paraibano. "Os livros são um caminho para se chegar à literatura de cordel. Eles funcionam tanto para as crianças como para os adultos, que vão poder ler os folhetos para seus filhos", observa a ilustradora.
A autora também mergulhou não só no texto do cordel no universo imagético da xilogravura. As imagens foram produziras em matrizes de madeira, com desenhos da própria Rosinha e colaboração no talhe de Davi Teixeira e Meca Moreno. Posteriormente as imagens foram fotografadas e, em seguida, manipuladas em computador. "Queria dar um contraste entre a madeira e as cores do computador", revela a ilustradora.
Relatório da ONU em formado de cordel

A cidade de Barbalha (CE) recebeu, entre os dias 16 e 17 de outubro, um grupo de cordelistas vindos de diversas cidades para a oficina sobre valores humanos e desenvolvimento promovida pelo Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento - PNUD. Os artistas receberam as informações do PNUD e produzirão, em formato de cordel, o Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil (RDH) 2009/2010.
Valores humanos é o tema do relatório nacional, que, de forma inédita, consultou 500 mil pessoas por meio da pergunta "O que deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?". O assunto engloba conceitos como compreensão, respeito, responsabilidade e tolerância.
Segundo Flavio Comim, coordenador do RDH do país, o formato foi escolhido por ser um instrumento popular que utiliza uma linguagem convidativa às pessoas e propicia uma leitura rápida.
15 cordelistas foram selecionados a partir de sua produção artística. Outros 13 cordelistas foram convidados pela Prefeitura de Barbalha para participarem da oficina coletiva que resultou na produção de diversos cordéis.
Esta iniciativa da ONU é inédita e trará uma visibilidade ímpar ao cordel.
Estamos aguardando, com ansiedade, o resultado deste relatório da ONU que, certamente, pelo uso da linguagem do cordel, estará acessível a um número bem maior de pessoas.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Exposição Fotográfica Cariri Mágico
O Espaço Cultural Porto Freire receberá até o dia 30 de outubro a exposição fotográfica de Tiago Santana. A exposição foi exibida no Sesc Ipiranga e chega a Fortaleza trazendo o universo mágico do cariri cearense.
As imagens da exposição Cariri Mágico foram realizadas durante o projeto Benditos, trabalho anterior de Tiago Santana. Em Benditos, as imagens foram obtidas em preto e branco. Em Cariri Mágico, o fotógrafo nascido no Crato e com obra reconhecida nacionalmente observa o cotidiano do Cariri a partir da cor.
Tiago Santana recebeu os prêmios Marc Ferrez de Fotografia e Conrado Wessel de Ensaio Fotográfico.
A exposição Cariri Mágico é uma oportunidade de conhecer melhor a riqueza de luz e cor do Cariri e maravilhar-se com o olhar único de Tiago Santana.
CARIRI MÁGICO - Abertura da nova exposição de Tiago Santana e relançamento do livro Benditos 16 de setembro, às 20h. Haverá show de Manassés. Espaço Cultural Porto Freire (Parque del Sol, Rua Joãozito Arruda, s/n – Cidade dos Funcionários). A exposição é aberta ao público e prossegue até o dia 30 de outubro, das 10h às 18h.
As imagens da exposição Cariri Mágico foram realizadas durante o projeto Benditos, trabalho anterior de Tiago Santana. Em Benditos, as imagens foram obtidas em preto e branco. Em Cariri Mágico, o fotógrafo nascido no Crato e com obra reconhecida nacionalmente observa o cotidiano do Cariri a partir da cor.
Tiago Santana recebeu os prêmios Marc Ferrez de Fotografia e Conrado Wessel de Ensaio Fotográfico.
A exposição Cariri Mágico é uma oportunidade de conhecer melhor a riqueza de luz e cor do Cariri e maravilhar-se com o olhar único de Tiago Santana.
CARIRI MÁGICO - Abertura da nova exposição de Tiago Santana e relançamento do livro Benditos 16 de setembro, às 20h. Haverá show de Manassés. Espaço Cultural Porto Freire (Parque del Sol, Rua Joãozito Arruda, s/n – Cidade dos Funcionários). A exposição é aberta ao público e prossegue até o dia 30 de outubro, das 10h às 18h.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Projeto ‘Literatura de Cordel nas Escolas’
Há quase seis anos a Fundação Nordestina do Cordel em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seduc) realizam o projeto ‘Literatura de Cordel nas Escolas’. Ao longo desses seis anos 300 escolas já participaram da iniciativa. Atualmente, 50 escolas da rede pública estadual participam do projeto, sendo que 10 delas ficam na zona Sul, 10 na zona Leste, 15 na zona Norte e outras 15 na zona sudeste de Teresina.
Durante a realização são feitas apresentações de violeiros, palestras para fazer com que os estudantes conheçam e tenham consciência da importância não só da literatura de cordel, mas da cultura popular. Também são realizadas oficinas de cordel, onde os alunos recebem a orientação de cordelistas e passam a fazer seus próprios versos, declamações de poemas feitas pelos estudantes em sarais poéticos.
Essa foi forma que a Fundação de Nordestina de Cordel encontrou para levar o cordel para dentro das escolas públicas de Teresina. A cada ano, os melhores que se destacam no projeto são premiados com computadores ofertados pela Fundação Nordestina de Cordel.
Desde sua implantação em 2005 o projeto, que está entre os dez melhores do país na área de educação e cultura ganhou seis prêmios nacionais. O primeiro deles veio em 2007, quando o ‘Literatura de Cordel nas Escolas’ ganhou o Escola Viva. O projeto ganhou ainda os Prêmios Contos de Valor, Ludicidade Cultural essas premiações são concedidas pelo Ministério da Educação (Mec) e pelo Ministério da Cultura (MinC).
No ano de 2009, o projeto ganhou o Prêmio Cultura Popular e o Asas Vivas, ambos do Ministério da Cultura, e têm como objetivo incentivar e difundir a cultura popular. Neste ano, o projeto foi premiado com o Premio Mídias Livres do Ministério da Cultura.
Para Pedro Costa, cordelista e presidente da Fundação Nordestina de Cordel, a realização do projeto serve para difundir o cordel nas escolas e formar novos leitores, que podem passar a ser os novos amantes da literatura de cordel e do repente. “É com alegria que nós vemos os resultados que esse projeto está tendo. Ele serve para difundir o cordel, além de fazer com que o cordel faça parte da formação das novas gerações. Isso ajudará o cordel a permanecer vivo”, comenta Costa.
De acordo com ele, o projeto tem dado frutos, a prova disso são as premiações nacionais que ele conquistou. “Em seis anos, nós ganhamos seis prêmios nacionais tanto na área da educação quanto na área da cultura. E eles foram concedidos pelas maiores instituições dessas áreas, que são o Mec e o MinC” destaca o presidente.
Fonte: Com informações do Jornal Meio Norte
Durante a realização são feitas apresentações de violeiros, palestras para fazer com que os estudantes conheçam e tenham consciência da importância não só da literatura de cordel, mas da cultura popular. Também são realizadas oficinas de cordel, onde os alunos recebem a orientação de cordelistas e passam a fazer seus próprios versos, declamações de poemas feitas pelos estudantes em sarais poéticos.
Essa foi forma que a Fundação de Nordestina de Cordel encontrou para levar o cordel para dentro das escolas públicas de Teresina. A cada ano, os melhores que se destacam no projeto são premiados com computadores ofertados pela Fundação Nordestina de Cordel.
Desde sua implantação em 2005 o projeto, que está entre os dez melhores do país na área de educação e cultura ganhou seis prêmios nacionais. O primeiro deles veio em 2007, quando o ‘Literatura de Cordel nas Escolas’ ganhou o Escola Viva. O projeto ganhou ainda os Prêmios Contos de Valor, Ludicidade Cultural essas premiações são concedidas pelo Ministério da Educação (Mec) e pelo Ministério da Cultura (MinC).
No ano de 2009, o projeto ganhou o Prêmio Cultura Popular e o Asas Vivas, ambos do Ministério da Cultura, e têm como objetivo incentivar e difundir a cultura popular. Neste ano, o projeto foi premiado com o Premio Mídias Livres do Ministério da Cultura.
Para Pedro Costa, cordelista e presidente da Fundação Nordestina de Cordel, a realização do projeto serve para difundir o cordel nas escolas e formar novos leitores, que podem passar a ser os novos amantes da literatura de cordel e do repente. “É com alegria que nós vemos os resultados que esse projeto está tendo. Ele serve para difundir o cordel, além de fazer com que o cordel faça parte da formação das novas gerações. Isso ajudará o cordel a permanecer vivo”, comenta Costa.
De acordo com ele, o projeto tem dado frutos, a prova disso são as premiações nacionais que ele conquistou. “Em seis anos, nós ganhamos seis prêmios nacionais tanto na área da educação quanto na área da cultura. E eles foram concedidos pelas maiores instituições dessas áreas, que são o Mec e o MinC” destaca o presidente.
Fonte: Com informações do Jornal Meio Norte
domingo, 29 de agosto de 2010
Exposição: Xilogravuras de João Pedro do Juazeiro
A Caixa Econômica Federal apresenta, de 04/09 a 17/10, a exposição Xilogravuras de João Pedro do Juazeiro, na CAIXA Culturas São Paulo, com entrada franca. É a primeira mostra individual do artista cearense na capital paulista, e traz 47 xilogravuras coloridas. Com temas que passam religiosidade popular, a vida no sertão, a natureza, otrabalho, as festas e a figura do poeta Patativa do Assaré.
Na opinião de Gilmar de Carvalho, um dos maiores especialistas em cultura popular do país e curador da mostra, o artista João Pedro Carvalho Neto – o João Pedro do Juazeiro – é “um dos mais expressivos xilógrafos brasileiros de extração popular”.
Nascido em 1964, em Ipaumirim, interior do Ceará, o artista começouescrevendo literatura de cordel, nos anos 90 e, em seguida, passou a cortar as capas dos folhetos que publicava. Com o aperfeiçoamento de sua técnica, produziu xilogravuras de maiores formatos e álbuns temáticos.
Segundo Gilmar de Carvalho, o uso da cor, nos trabalhos mais recentes, resultou em um eficiente salto de qualidade. Para ele, João Pedro é, ao mesmo tempo, renovador e seguidor da tradição dos artistas do cordel e da xilogravura, originária dos polos produtores de João Pessoa, Recife e Juazeiro do Norte. Uma tradição que nos deu nomes como Mestre Noza, Walderêdo Gonçalves, Antônio Batista, Stênio Diniz, Abraão Batista e nos dá, contemporaneamente, José Lourenço, Francorli e Nilo, dentre outros nomes expressivos, e presentes nas mostras e eventos ligados às artes em todo o Brasil.
João Pedro do Juazeiro bebe dessa fonte inesgotável de fé, trabalho, festa e ecologia, criando trabalhos desde o início desta década. Faz xilogravuras de grandes formatos e com utilização da cor, o que dá às suas obras uma alegria e um aspecto de festa. “Pode-se pensar que sua obra, despretenciosa e sem pedantismos, dialoga com os azuis de Marc Chagall, com as bandeirinhas de Alfredo Volpi e com outros momentos das artes de todos os tempos e lugares”, comenta Gilmar de Carvalho.
“Ele é um inovador da xilogravura. Como poucos, nestes dez anos em que passou a reinventar o mundo nas pranchas da madeira umburana, cortando sulcos, escavando e conseguindo as matrizes para a impressão de cangaceiros, beatos, bichos fantásticos, habitantes de um mundo maravilhoso, mágico e mítico, que migra do cordel, se imbrica com a cultura de massas e se atualiza em seu trabalho forte e denso, apesar da alegria e do caráter seminal de seu gesto criador”, completa o curador.
Morando em Fortaleza desde 1999, o artista mantém os vínculos com a região do Cariri cearense, onde nasceu e se iniciou na grande arte da xilogravura. Em sua obra assistimos as vaquejadas, quermesses, festas de apartação do gado, plantios, colheitas, quadrilhas juninas, violeiros.
A exposição Xilogravuras de João Pedro do Juazeiro, na CAIXA, mostra a permanência e a atualidade da xilogravura no contexto artístico nacional. Além da exposição, o artista também fará oficinas de xilogravura para grupo de vinte pessoas, de todas as idades.
Na opinião de Gilmar de Carvalho, um dos maiores especialistas em cultura popular do país e curador da mostra, o artista João Pedro Carvalho Neto – o João Pedro do Juazeiro – é “um dos mais expressivos xilógrafos brasileiros de extração popular”.
Nascido em 1964, em Ipaumirim, interior do Ceará, o artista começouescrevendo literatura de cordel, nos anos 90 e, em seguida, passou a cortar as capas dos folhetos que publicava. Com o aperfeiçoamento de sua técnica, produziu xilogravuras de maiores formatos e álbuns temáticos.
Segundo Gilmar de Carvalho, o uso da cor, nos trabalhos mais recentes, resultou em um eficiente salto de qualidade. Para ele, João Pedro é, ao mesmo tempo, renovador e seguidor da tradição dos artistas do cordel e da xilogravura, originária dos polos produtores de João Pessoa, Recife e Juazeiro do Norte. Uma tradição que nos deu nomes como Mestre Noza, Walderêdo Gonçalves, Antônio Batista, Stênio Diniz, Abraão Batista e nos dá, contemporaneamente, José Lourenço, Francorli e Nilo, dentre outros nomes expressivos, e presentes nas mostras e eventos ligados às artes em todo o Brasil.
João Pedro do Juazeiro bebe dessa fonte inesgotável de fé, trabalho, festa e ecologia, criando trabalhos desde o início desta década. Faz xilogravuras de grandes formatos e com utilização da cor, o que dá às suas obras uma alegria e um aspecto de festa. “Pode-se pensar que sua obra, despretenciosa e sem pedantismos, dialoga com os azuis de Marc Chagall, com as bandeirinhas de Alfredo Volpi e com outros momentos das artes de todos os tempos e lugares”, comenta Gilmar de Carvalho.
“Ele é um inovador da xilogravura. Como poucos, nestes dez anos em que passou a reinventar o mundo nas pranchas da madeira umburana, cortando sulcos, escavando e conseguindo as matrizes para a impressão de cangaceiros, beatos, bichos fantásticos, habitantes de um mundo maravilhoso, mágico e mítico, que migra do cordel, se imbrica com a cultura de massas e se atualiza em seu trabalho forte e denso, apesar da alegria e do caráter seminal de seu gesto criador”, completa o curador.
Morando em Fortaleza desde 1999, o artista mantém os vínculos com a região do Cariri cearense, onde nasceu e se iniciou na grande arte da xilogravura. Em sua obra assistimos as vaquejadas, quermesses, festas de apartação do gado, plantios, colheitas, quadrilhas juninas, violeiros.
A exposição Xilogravuras de João Pedro do Juazeiro, na CAIXA, mostra a permanência e a atualidade da xilogravura no contexto artístico nacional. Além da exposição, o artista também fará oficinas de xilogravura para grupo de vinte pessoas, de todas as idades.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
"Bule-Bule vai ao cinema" documentário
O filme será exibido no dia 3, sexta-feira, e o festival acontece de 3 a 7 de setembro de 2010, na aprazível e histórica cidade de Conservatória, capital mundial da seresta. A cidade fica a 150 km de Rio de Janeiro e a 340 km de São Paulo.
Sobre o Filme!
O filme documentário retrata a vida de um dos maiores representantes da cultura popular nordestina, o poeta, repentista, sambador e cantador Bule-Bule.
O documentário "Bule-Bule vai ao cinema" mostra a vida do repentista Antônio Ribeiro da Conceição, conhecido como Bule-Bule.
Figura irreverente, carismáletica, as aparições de Bule-Bule são bastante performáticas.
O documentário foi realizado por Marcelo Ismerim, com direção de Bruno Pataro, e produzido entre os meses de abril a outubro de 2009.
A equipe percorreu as cidades do interior da Bahia entre elas Camaçari, Feira de Santana, Salvador, Antônio Cardoso e Nova Redenção, com intuito de contar através de imagens e depoimentos de amigos, familiares e do próprio artista, um pouco da história de vida desse grande Poeta, Bule-Bule.
Sobre o Filme!
O filme documentário retrata a vida de um dos maiores representantes da cultura popular nordestina, o poeta, repentista, sambador e cantador Bule-Bule.
O documentário "Bule-Bule vai ao cinema" mostra a vida do repentista Antônio Ribeiro da Conceição, conhecido como Bule-Bule.
Figura irreverente, carismáletica, as aparições de Bule-Bule são bastante performáticas.
O documentário foi realizado por Marcelo Ismerim, com direção de Bruno Pataro, e produzido entre os meses de abril a outubro de 2009.
A equipe percorreu as cidades do interior da Bahia entre elas Camaçari, Feira de Santana, Salvador, Antônio Cardoso e Nova Redenção, com intuito de contar através de imagens e depoimentos de amigos, familiares e do próprio artista, um pouco da história de vida desse grande Poeta, Bule-Bule.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Histórias do cordel ...

Em Campina Grande, no “museu” da antiga Fundação Universidade Regional do Nordeste, que foi incorporada pelo Estado da Paraíba e hoje se chama Universidade Estadual da Paraíba, o pesquisador pernambucano Liêdo Maranhão, autor de vários livros sobre Literatura de Cordel, entrevista o poeta Manoel Camilo dos Santos, autor do famoso folheto “Viagem a São Saruê”.
A foto tem data imprecisa, por volta do anos 1976-1978, e não possui créditos
Fonte: Blog Retalhos Históricos de Campina Grande
VII CORDEL NA CORTEZ
de 23 a 28 de agosto de 2010
A Cultura abre caminho,
E a gente estuda. Pois sim!
De Lindolfo a Todorov,
Até Walter Benjamim,
Pensadores de primeira...
Eita, riqueza sem fim!
Falando em literatura
Temos uma dupla forte:
Ednilson e o seu Cortez,
Do Rio Grande do Norte,
Terra de Câmara Cascudo.
Mas que Estado de sorte!
A Livraria Cortez
Quer fazer o povo ler.
Somando isso com história
Fica mais fácil entender.
É como juntar a fome
E a vontade de comer.
Pois veja só: a Cortez,
Que valoriza o cordel,
Entra nessa parceria
E permanece fiel,
Levando história pra rua,
Cumprindo um belo papel.
Pode ser história de
Fazer sorrir ou chorar.
Importante é entender,
Nesse mundo mergulhar,
Depois ir onde quiser,
E sem sair do lugar.
"Juntando a fome com a vontade de comer – Artistas e Cortez" - Toni Assis
A Editora Cortez realiza a VII edição do Cordel na Cortez. O evento, idealizado pelo professor Gilmar de Carvalho, pretende dar visibilidade a literatura de cordel
Serão oferecidas comidas típicas, exibição de filmes e exposição de cordéis: Romance do Pavão Misterioso, José Camelo de Melo; As Proezas de João Grilo, João Ferreira de Lima; A Chegada de Lampião do Inferno, José Pacheco; Nos caminhos da Educação, Moreira de Acopiara; A Chegada da Prostituta no Céu, J. Borges; Presepadas de Chicó Astúcias de João Grilo; História da Moura Torta e Os Três Conselhos Sagrados, Marco Haurélio; Os Dez Mandamentos do Preguiçoso, Varneci Nascimento, além de uma vasta bibliografia sobre o tema, incluindo cordéis no formato de livros infantis.
Durante o evento haverá demonstração de xilogravura, exposição de cordéis e matrizes que ilustram o livro Mitos e lendas do Brasil em cordel - Editora Paulus. Os participantes da oficina irão conhecer as ferramentas utilizadas na confecção de uma xilogravura, as matrizes que ilustram o livro, e desenvolverão uma gravura.
Dia 23/08/10 - segunda-feira – Entrada Franca
Das 19 às 22 horas
Sarau de Abertura do VII Cordel na Cortez
Com coquetel de comidas e bebidas típicas do sertão nordestino
Coordenação: Caravana do Cordel
A Caravana do Cordel, movimento-escola que divulga a poesia popular do Nordeste, reúne em seus quadros cordelistas, repentistas, pesquisadores, ilustradores, músicos e entusiastas da poesia popular
Sinopse: A Caravana do Cordel apresenta o melhor da poesia popular. Integram o movimento, entre outros, João Gomes de Sá, Varneci Nascimento, Marco Haurélio, Pedro Monteiro, Cacá Lopes, Moreira de Acopiara, Aldy carvalho, Eufra Modesto, Cleusa Santo, Benedita Delazari, Costa Senna, Pedro Monteiro, Daniela Almeida, Sebastião Marinho, Luiz Wilson, Nando Poeta, Jackson Ricarte, Marcos Linhares e Aderaldo Luciano.
Dia 24/08 – terça-feira
Evento 1 - Atividade: Oficina "CORDEL – Aprenda a fazer, fazendo".
Horário: das 15 às 17h
(faça sua inscrição agora!)
Coordenação: Moreira de Acopiara
Taxa de Inscrição: R$ 10,00
Vagas limitadas: 20 vagas
Público Alvo: Professores e interessados no tema
Sinopse: O universo que permeia a poesia popular é muito vasto e tem inúmeras possibilidades de aplicação. O cordel e o repente refletem a vida de um povo, do povo nordestino, do retirante, do migrante, do homem que vive ligado a terra, mesmo que, por força das conseqüências da vida, hoje vive afastado dela. Nesta oficina, o público participante terá noção de MÉTRICA, RIMA E ORAÇÃO, que é o tema abordado neste tipo de literatura.
Sobre o autor: Moreira de Acopiara (SP), cearense, poeta popular e conferencista. Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), sediada no Rio de Janeiro. Autor de vários folhetos de cordel, com destaque para Lampião e Padre Cícero num debate inteligente (Editora Luzeiro), Encontro com o destino, Boi Velho e O que é cultura popular. Pela coleção Clássicos em Cordel, da editora Nova Alexandria, lançou o livro Robinson Crusoé em cordel. É autor, também, de Cordel em arte em versos (Acatu/Duna Duetto), Altamente Recomendável (FNLIJ).
Evento 2 - Atividade: OFICINAS DE XILOGRAVURAS
Horário: das 17 às 19h
(faça sua inscrição agora!)
Coordenação: Francorli. Este xilogravador vem de Juazeiro do Norte (CE), exclusivamente para o
Cordel na Cortez, deste a primeira edição.
Taxa de Inscrição: R$30,00
Vagas limitadas – 20 vagas
Público Alvo: Educadores e Interessados
Sinopse: O gravadore Francorli tem como objetivo mostrar e praticar a arte da xilogravura e sua utilidade na literatura popular em verso (cordel), sua história na região do Cariri-CE e a aplicação da xilo decorativa na cerâmica.
Evento 3 - Atividade: Palestra/Lançamento "Breve História da Literatura de Cordel"
Horário: das 19h30 às 20h30 horas
(faça sua inscrição agora!)
Coordenação: Marco Haurélio e Klevinson Viana
Taxa de Inscrição: gratuita
Público Alvo: Educadores e demais interessados
Vagas: 50 vagas
Sinopse: Breve história da Literatura de Cordel é o título do livro escrito por Marco Haurélio enfocando as diversas faces da poesia popular do Nordeste, desde a sua origem na Paraíba, passando pela instalação de uma atividade editorial no Recife até sua consolidação.
Sobre os autores: Marco Haurélio, poeta popular e estudioso das tradições populares, é uma referência nacional em literatura de cordel. Neste gênero da poesia popular, escreveu, entre outros, A história de Belisfronte, o filho do pescador, História da moura torta, Presepadas de Chicó e astúcias de João Grilo (publicados pela tradicional Editora Luzeiro), As três folhas da serpente e Traquinagens de João Grilo (Tupynanquim). É autor, também, de Contos folclóricos brasileiros (Paulus). No campo da literatura infantojuvenil, escreveu A lenda do Saci-Pererê (Paulus) e O príncipe que via defeito em tudo (Acatu). Coordena, pela editora Nova Alexandria, a coleção Clássicos em Cordel, para a qual adaptou A megera domada, de William Shakespeare. Formado em Letras pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), profere palestras e ministra oficinas sobre cordel e cultura popular.
Klévisson Viana é poeta popular, cartunista e editor. Reside em Fortaleza, Ceará, onde dirige a Tupynanquim Editora. É uma das grandes expressões nacionais da poesia popular. Autor de O romance da quenga que matou o delegado (adaptado para o programa Brava Gente, da Rede Globo), Os miseráveis em cordel (Nova Alexandria), O Professor Sabe-Tudo e as Respostas de João Grilo (Escritinha, com Doizinho Quental), entre outros.
Dia 25/08 – quarta-feira
Atividade: Oficina de Teatro de Sombras
Horário: 19 às 21 hs
(faça sua inscrição agora!)
Coordenação: Nireuda Longobardi
Taxa de Inscrição: R$ 20,00
Público Alvo: Público em geral
Vagas limitadas: 20 vagas
Sinopse: O objetivo da oficina é estimular a criatividade através da técnica de teatro de sombras criando e manipulando os personagens em silhuetas no palco feito de papelão ou através de um retroprojetor. Baseado no livro Mitos e lendas do Brasil em cordel - Editora Paulus, os personagens e o palco desenvolvidos durante a oficina serão confeccionados com materiais que possam ser reciclados, como caixas e papéis.
Os participantes da oficina desenvolverão os personagens do folclore brasileiro, finalizando com uma breve apresentação.
Dia 26/08 – quinta-feira
Atividade: Homenagem ao poeta Antônio Teodoro dos Santos (1916-1981)
Horário: 19:30 às 20:30 horas
(faça sua inscrição agora!)
Coordenação: Aderaldo Luciano
Taxa de Inscrição: Gratuita
Vagas limitadas: 50 vagas
Público Alvo: Público em geral
Sinopse: Uma viagem pela vida e obra de Antônio Teodoro dos Santos, o Poeta Garimpeiro. Nascido em Jaguarari, Bahia, em 1916, Antônio Teodoro pode ser considerado o patrono da Literatura de Cordel em São Paulo. Com a publicação de sua obra pela editora Prelúdio (atual Luzeiro) no início da década de 1950, inicia-se uma atividade regular de editoração, mantida até os dias atuais. Deixou clássicos como João Soldado, o Valente Praça que Meteu o Diabo num Saco e Lampião, o Rei do Cangaço. Morreu em 1981, nas proximidades de Senhor do Bonfim, Bahia.
Dia 27/08 – sexta-feira
Atividade: Palestra "Lampião na Literatura de Cordel"
Horário: das 19 às 21 horas
(faça sua inscrição agora!)
Coordenação: Antônio Amaury Corrêa de Araújo
Taxa de Inscrição: Gratuita
Vagas limitadas: 50 vagas
Público Alvo: Educadores, pesquisadores do Cordel e do Cangaço e Interessados.
Sobre o palestrante: Antônio Amaury Corrêa de Araújo nasceu em 22 de novembro de 1934 na cidade paulista de Boa Esperança do Sul. Pesquisa o cangaço há 59 anos e é autor de diversos livros sobre este tema, sendo o mais recente Lampião: Herói ou Bandido (Claridade, 2010). Participou do programa 8 ou 800, da TV Globo, respondendo sobre Lampião, e fez roteiro de filmes para cinema e TV, incluindo o primeiro documentário do Globo Repórter.
Dia 28/08 – sábado
Evento 1 - Atividade: CONTAÇÕES NA CORTEZ ESPECIAL PARA O VII CORDEL
Horário: das 11 às 11h40 horas
(faça sua inscrição agora!)
Tema: Alice no País das Maravilhas em Cordel – adaptação do livro de João Gomes de Sá, da Editora Nova Alexandria
Quem conta: Michele Gonçalves de Souza – Contadora de histórias
Taxa de Inscrição: Gratuito
Vagas limitadas: 50 vagas
Público Alvo: Crianças a partir de 4 anos e adultos acompanhantes.
Sinopse: Baseado no livro acima, o evento tem como objetivo, estimular a leitura e a imaginação das crianças, através dos contos, despertando nelas a necessidade da preservação de valores como o respeito à amizade, o espírito de coletividade e cooperação, o Contações na Cortez — destinado a crianças a partir de 4 anos, é realizado sempre no último sábado do mês.
Evento 2 - Atividade: Sarau lítero-musical com sessão de autógrafos de diversos livros sobre o tema lançados nos últimos meses.
Horário: das 12 às 14 horas
Direção Geral : Ednilson Xavier
Coordenação Cultural: Moreira de Acopiara
Curadoria: Marco Haurélio e Varneci Nascimento
A Cultura abre caminho,
E a gente estuda. Pois sim!
De Lindolfo a Todorov,
Até Walter Benjamim,
Pensadores de primeira...
Eita, riqueza sem fim!
Falando em literatura
Temos uma dupla forte:
Ednilson e o seu Cortez,
Do Rio Grande do Norte,
Terra de Câmara Cascudo.
Mas que Estado de sorte!
A Livraria Cortez
Quer fazer o povo ler.
Somando isso com história
Fica mais fácil entender.
É como juntar a fome
E a vontade de comer.
Pois veja só: a Cortez,
Que valoriza o cordel,
Entra nessa parceria
E permanece fiel,
Levando história pra rua,
Cumprindo um belo papel.
Pode ser história de
Fazer sorrir ou chorar.
Importante é entender,
Nesse mundo mergulhar,
Depois ir onde quiser,
E sem sair do lugar.
"Juntando a fome com a vontade de comer – Artistas e Cortez" - Toni Assis
A Editora Cortez realiza a VII edição do Cordel na Cortez. O evento, idealizado pelo professor Gilmar de Carvalho, pretende dar visibilidade a literatura de cordel
Serão oferecidas comidas típicas, exibição de filmes e exposição de cordéis: Romance do Pavão Misterioso, José Camelo de Melo; As Proezas de João Grilo, João Ferreira de Lima; A Chegada de Lampião do Inferno, José Pacheco; Nos caminhos da Educação, Moreira de Acopiara; A Chegada da Prostituta no Céu, J. Borges; Presepadas de Chicó Astúcias de João Grilo; História da Moura Torta e Os Três Conselhos Sagrados, Marco Haurélio; Os Dez Mandamentos do Preguiçoso, Varneci Nascimento, além de uma vasta bibliografia sobre o tema, incluindo cordéis no formato de livros infantis.
Durante o evento haverá demonstração de xilogravura, exposição de cordéis e matrizes que ilustram o livro Mitos e lendas do Brasil em cordel - Editora Paulus. Os participantes da oficina irão conhecer as ferramentas utilizadas na confecção de uma xilogravura, as matrizes que ilustram o livro, e desenvolverão uma gravura.
Dia 23/08/10 - segunda-feira – Entrada Franca
Das 19 às 22 horas
Sarau de Abertura do VII Cordel na Cortez
Com coquetel de comidas e bebidas típicas do sertão nordestino
Coordenação: Caravana do Cordel
A Caravana do Cordel, movimento-escola que divulga a poesia popular do Nordeste, reúne em seus quadros cordelistas, repentistas, pesquisadores, ilustradores, músicos e entusiastas da poesia popular
Sinopse: A Caravana do Cordel apresenta o melhor da poesia popular. Integram o movimento, entre outros, João Gomes de Sá, Varneci Nascimento, Marco Haurélio, Pedro Monteiro, Cacá Lopes, Moreira de Acopiara, Aldy carvalho, Eufra Modesto, Cleusa Santo, Benedita Delazari, Costa Senna, Pedro Monteiro, Daniela Almeida, Sebastião Marinho, Luiz Wilson, Nando Poeta, Jackson Ricarte, Marcos Linhares e Aderaldo Luciano.
Dia 24/08 – terça-feira
Evento 1 - Atividade: Oficina "CORDEL – Aprenda a fazer, fazendo".
Horário: das 15 às 17h
(faça sua inscrição agora!)
Coordenação: Moreira de Acopiara
Taxa de Inscrição: R$ 10,00
Vagas limitadas: 20 vagas
Público Alvo: Professores e interessados no tema
Sinopse: O universo que permeia a poesia popular é muito vasto e tem inúmeras possibilidades de aplicação. O cordel e o repente refletem a vida de um povo, do povo nordestino, do retirante, do migrante, do homem que vive ligado a terra, mesmo que, por força das conseqüências da vida, hoje vive afastado dela. Nesta oficina, o público participante terá noção de MÉTRICA, RIMA E ORAÇÃO, que é o tema abordado neste tipo de literatura.
Sobre o autor: Moreira de Acopiara (SP), cearense, poeta popular e conferencista. Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), sediada no Rio de Janeiro. Autor de vários folhetos de cordel, com destaque para Lampião e Padre Cícero num debate inteligente (Editora Luzeiro), Encontro com o destino, Boi Velho e O que é cultura popular. Pela coleção Clássicos em Cordel, da editora Nova Alexandria, lançou o livro Robinson Crusoé em cordel. É autor, também, de Cordel em arte em versos (Acatu/Duna Duetto), Altamente Recomendável (FNLIJ).
Evento 2 - Atividade: OFICINAS DE XILOGRAVURAS
Horário: das 17 às 19h
(faça sua inscrição agora!)
Coordenação: Francorli. Este xilogravador vem de Juazeiro do Norte (CE), exclusivamente para o
Cordel na Cortez, deste a primeira edição.
Taxa de Inscrição: R$30,00
Vagas limitadas – 20 vagas
Público Alvo: Educadores e Interessados
Sinopse: O gravadore Francorli tem como objetivo mostrar e praticar a arte da xilogravura e sua utilidade na literatura popular em verso (cordel), sua história na região do Cariri-CE e a aplicação da xilo decorativa na cerâmica.
Evento 3 - Atividade: Palestra/Lançamento "Breve História da Literatura de Cordel"
Horário: das 19h30 às 20h30 horas
(faça sua inscrição agora!)
Coordenação: Marco Haurélio e Klevinson Viana
Taxa de Inscrição: gratuita
Público Alvo: Educadores e demais interessados
Vagas: 50 vagas
Sinopse: Breve história da Literatura de Cordel é o título do livro escrito por Marco Haurélio enfocando as diversas faces da poesia popular do Nordeste, desde a sua origem na Paraíba, passando pela instalação de uma atividade editorial no Recife até sua consolidação.
Sobre os autores: Marco Haurélio, poeta popular e estudioso das tradições populares, é uma referência nacional em literatura de cordel. Neste gênero da poesia popular, escreveu, entre outros, A história de Belisfronte, o filho do pescador, História da moura torta, Presepadas de Chicó e astúcias de João Grilo (publicados pela tradicional Editora Luzeiro), As três folhas da serpente e Traquinagens de João Grilo (Tupynanquim). É autor, também, de Contos folclóricos brasileiros (Paulus). No campo da literatura infantojuvenil, escreveu A lenda do Saci-Pererê (Paulus) e O príncipe que via defeito em tudo (Acatu). Coordena, pela editora Nova Alexandria, a coleção Clássicos em Cordel, para a qual adaptou A megera domada, de William Shakespeare. Formado em Letras pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), profere palestras e ministra oficinas sobre cordel e cultura popular.
Klévisson Viana é poeta popular, cartunista e editor. Reside em Fortaleza, Ceará, onde dirige a Tupynanquim Editora. É uma das grandes expressões nacionais da poesia popular. Autor de O romance da quenga que matou o delegado (adaptado para o programa Brava Gente, da Rede Globo), Os miseráveis em cordel (Nova Alexandria), O Professor Sabe-Tudo e as Respostas de João Grilo (Escritinha, com Doizinho Quental), entre outros.
Dia 25/08 – quarta-feira
Atividade: Oficina de Teatro de Sombras
Horário: 19 às 21 hs
(faça sua inscrição agora!)
Coordenação: Nireuda Longobardi
Taxa de Inscrição: R$ 20,00
Público Alvo: Público em geral
Vagas limitadas: 20 vagas
Sinopse: O objetivo da oficina é estimular a criatividade através da técnica de teatro de sombras criando e manipulando os personagens em silhuetas no palco feito de papelão ou através de um retroprojetor. Baseado no livro Mitos e lendas do Brasil em cordel - Editora Paulus, os personagens e o palco desenvolvidos durante a oficina serão confeccionados com materiais que possam ser reciclados, como caixas e papéis.
Os participantes da oficina desenvolverão os personagens do folclore brasileiro, finalizando com uma breve apresentação.
Dia 26/08 – quinta-feira
Atividade: Homenagem ao poeta Antônio Teodoro dos Santos (1916-1981)
Horário: 19:30 às 20:30 horas
(faça sua inscrição agora!)
Coordenação: Aderaldo Luciano
Taxa de Inscrição: Gratuita
Vagas limitadas: 50 vagas
Público Alvo: Público em geral
Sinopse: Uma viagem pela vida e obra de Antônio Teodoro dos Santos, o Poeta Garimpeiro. Nascido em Jaguarari, Bahia, em 1916, Antônio Teodoro pode ser considerado o patrono da Literatura de Cordel em São Paulo. Com a publicação de sua obra pela editora Prelúdio (atual Luzeiro) no início da década de 1950, inicia-se uma atividade regular de editoração, mantida até os dias atuais. Deixou clássicos como João Soldado, o Valente Praça que Meteu o Diabo num Saco e Lampião, o Rei do Cangaço. Morreu em 1981, nas proximidades de Senhor do Bonfim, Bahia.
Dia 27/08 – sexta-feira
Atividade: Palestra "Lampião na Literatura de Cordel"
Horário: das 19 às 21 horas
(faça sua inscrição agora!)
Coordenação: Antônio Amaury Corrêa de Araújo
Taxa de Inscrição: Gratuita
Vagas limitadas: 50 vagas
Público Alvo: Educadores, pesquisadores do Cordel e do Cangaço e Interessados.
Sobre o palestrante: Antônio Amaury Corrêa de Araújo nasceu em 22 de novembro de 1934 na cidade paulista de Boa Esperança do Sul. Pesquisa o cangaço há 59 anos e é autor de diversos livros sobre este tema, sendo o mais recente Lampião: Herói ou Bandido (Claridade, 2010). Participou do programa 8 ou 800, da TV Globo, respondendo sobre Lampião, e fez roteiro de filmes para cinema e TV, incluindo o primeiro documentário do Globo Repórter.
Dia 28/08 – sábado
Evento 1 - Atividade: CONTAÇÕES NA CORTEZ ESPECIAL PARA O VII CORDEL
Horário: das 11 às 11h40 horas
(faça sua inscrição agora!)
Tema: Alice no País das Maravilhas em Cordel – adaptação do livro de João Gomes de Sá, da Editora Nova Alexandria
Quem conta: Michele Gonçalves de Souza – Contadora de histórias
Taxa de Inscrição: Gratuito
Vagas limitadas: 50 vagas
Público Alvo: Crianças a partir de 4 anos e adultos acompanhantes.
Sinopse: Baseado no livro acima, o evento tem como objetivo, estimular a leitura e a imaginação das crianças, através dos contos, despertando nelas a necessidade da preservação de valores como o respeito à amizade, o espírito de coletividade e cooperação, o Contações na Cortez — destinado a crianças a partir de 4 anos, é realizado sempre no último sábado do mês.
Evento 2 - Atividade: Sarau lítero-musical com sessão de autógrafos de diversos livros sobre o tema lançados nos últimos meses.
Horário: das 12 às 14 horas
Direção Geral : Ednilson Xavier
Coordenação Cultural: Moreira de Acopiara
Curadoria: Marco Haurélio e Varneci Nascimento
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